O Big Bang, o Big Crunch e o Big Rip

  • O Big Bang

O Big Bang é a teoria cosmológica dominante do desenvolvimento inicial do Universo. Os cosmólogos usam o termo “Big Bang” para se referir à ideia de que quando o Universo estava originalmente muito quente e denso, em algum momento do passado, houve uma enorme explosão e, desde então , este tem-se resfriado pela expansão ao estado diluído actual e continua em expansão actualmente. De acordo com as melhores medições de 2010 disponíveis, as condições iniciais ocorreram por volta de 13,3 a 13,9 biliões de anos atrás.

Georges Lemaître propôs o que ficou conhecido como a teoria primordial do Big Bang, embora ele tenha chamado “hipótese do átomo primordial”. As principais equações foram formuladas por Alex Friedmann que, depois de Edwin Hubble, descobriu em 1929 que as distâncias de galáxias distantes eram geralmente proporcionais aos seus desvios para o vermelho, como sugerido por Lemaître em 1927. Esta foi feita para indicar que todas as galáxias muito distantes e aglomerados de galáxias têm velocidade aparente para fora do nosso ponto de vista: quanto mais distante maior a velocidade aparente. Se a distância entre galáxias está a aumentar hoje em dia, é provável que estivessem mais próximas no passado. A teoria do Big Bang não pode e não fornece qualquer explicação para essa condição inicial, onde se considera o tempo igual a zero e onde as densidades e as temperaturas eram extremas, mas a teoria descreve e explica a evolução geral do universo desde aquele instante.

Fred Hoyle é creditado como criador do termo “Big Bang” durante uma transmissão de rádio em 1949. É relatado popularmente que Hoyle, que era a favor de um modelo cosmológico alternativo, tinha como objectivo criar um termo pejorativo, mas Hoyle nega tal afirmação referindo que apenas utilizou um termo impressionante para destacar a diferença entre as duas teorias.

  • O Big Crunch

O Big Crunch é como que uma teoria inversa do Big Bang. Esta teoria dita que, no futuro, o universo começará a contraír-se, devido à atracção gravitacional, até entrar em colapso sobre si mesmo, havendo uma inversão no tempo retornando este a zero. Esta teoria suscita um mistério ainda maior de analisar do que o Big Bang. Alguns cosmólogos perguntam-se acerca desta teoria: E depois? Será que o Universo vai realmente acabar? Ou será que teremos um ciclo eterno de Big Bangs e Big Crunchs?

Até 1998 pensava-se que a velocidade com a qual as galáxias  se separavam iria diminuir com o tempo, devido à atracção gravitacional entre elas. Pesquisas mais recentes, baseadas em observações de supernovas extremamente distantes, comprovaram que a aceleração da expansão do universo é positiva, o que significa que a velocidade com a qual as galáxias se afastam umas das outras está a aumentar e não a diminuir como se esperava, ou seja, o Universo expende-se cada vez mais rápido e aceleradamente.

A evidência da aceleração da expansão do Universo é considerada como conclusiva  pela maioria dos cosmólogos desde 2002 e com esta descoberta a hipótese do Big Crunch sofreu um enorme revés.

  • O Big Rip

O Big Rip é uma teoria, apresentada em 2003, que diz que se a velocidade de expansão do Universo atingir uma velocidade acima do nível crítico ocorrerá um deslocamento de todos os tipos de matéria levando ao isolamento das galáxias e após alguns bilióes de anos os próprios átomos se desintegrarão . A chave desta teoria é a quantidade de energia escura no Universo.

O valor da chave é wa razão entre a pressão da energia escura e a sua densidade energética, variável fundamental nas equações do estado do Universo e o ser comportamento no futuro. Para w < -1, o Universo acabaria por se desagregar, as galáxias separar-se-iam entre si e logo a gravidade seria demasiado fraca para se manter uma galáxia na integra. Aproximadamente três meses antes do “fim”, os sistemas solares perderiam a sua coesão gravitacional. Nos últimos minutos dissipar-se-iam estrelas e planetas, os átomos e mesmo os bariões (formados por quarks) não compensariam com as suas interacções internas a expansão do Universo e seriam destruídos uma fracção de segundo antes do “fim do tempo”.

Em suma, contrariamente ao Big Crunch, teoria na qual tudo se concentra num só ponto, no Big Rip o Universo converter-se-á em particulas subatómicas minímas, dispersas, que permaneceriam para sempre separadas sem coesão gravitacional alguma.

Alguns autores desta hipótese calculam que o fim do Universo ocorreria em aproximadamente 35 biliões de anos após o Big Bang, ou seja, dentro de 20 biliões de anos.

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