Dimensões: Além da Realidade Tetradimensional

Dimensões distribuídas a esboçar em caos o Universo…

Após uma investigação secular, ainda vivemos mergulhados numa realidade dimensional sobretudo oculta. Nada que surpreenda, apenas o esperado dadas as limitações perceptivas que enfrentamos. O espaço-tempo deve ser mais complexo do que aparenta ser de acordo com as novas teorias formuladas. A designação explica por si só a realidade dimensonal na qual nos encontramos imersos: o espaço e o tempo definem um ao outro.

Primeiro, há uma importante noção a ser invocada, a noção de dimensão. Uma dimensão pode ser definida com uma medida de localização de um dado objecto ou corpo. Assim sendo, resta definir a natureza das quatro dimensões conhecidas e reconhecidas no quotidiano. O espaço-tempo está constituído por três dimensões espaciais: a longitude, a latitude e a altitude. Estas coordenadas permitem a localização de qualquer objecto/corpo numa realidade tridimensional com o planeta Terra. No entanto, a nossa realidade é tetradimensional pois inclui uma dimensão temporal. Um dado evento é definido espacialmente pelas coordenadas mencionadas anteriormente mas só pode ser localizada num dado momento. Além destas quatro dimensões, há muito mais.

Além do espaço – tempo, surge a possibilidade de existirem outras dimensões que não somos capazes de perceber. A busca por estas dimensões constitui uma investigação fundamental. Muitas assimetrias do Universo poderiam ser explicadas através de uma perspectiva dimensional mais ampla e complexa, como por exemplo a matéria negra e a verdadeira profundidade significativa do Universo. Este processo de ajustamento da perspectiva dimensional pode ser designado por complexificação dimensional.

Antes de explorarmos a complexificação dimensional e todas as hipóteses que vierem a mente, vale destacar o estudo destas dimensões pela matemática e pela cosmologia. Segundo os matemáticos, há muitas dimensões que podem ser determinadas por coordenadas e eixos diferentes. Normalmente, apenas os eixos x, y e z são abordados, mas há possíveis eixos que podem ser introduzidos, aumentando a precisão da localização. E se em cada plano definido por dois eixos temos uma representação de um dado objecto, a introdução de mais eixos aumenta o número de projeções e complexifica o estudo do objecto. A maior questão a ser levantada não diz respeito ao número de dimensões possível, mas certamente ao carácter de cada dimensão descrita. O maior desafio é determinar as dimensões reais e as distinguir das dimensões fictícias – a imaginação matemática é fértil. No ramo da cosmologia, esta questão deixa de ser formulada já que a moderna cosmologia corrobora a existência de muitas dimensões, possivelmente 11 (ou mais, óbvio).

Em análise mais detalhada e explicativa, podemos explorar o conceito de complexificação dimensional. Um planeta plano seria descrito apenas por duas coordenadas. Considerando que haja vida inteligente, um habitante ou observador poderia imaginar (ou calcular) a terceira dimensão ao observar a passagem de uma esfera que se assemelharia a um círculo a aumentar de diâmetro e por fim a diminuir (projeção de diferentes secções da esfera) – o ser jamais veria uma esfera. Porém, recorrendo à dimensão temporal o ser poderia prever uma esfera pela união das diferentes projeções da mesma em diferentes momentos. E se não houvesse a dimensão temporal seria dimensionalmente estático – não haveria alteração, nem movimento (um planeta imóvel interna e externamente). Se complexificarmos esta realidade, adicionamos uma coordenada: a altitude. Eis a terra, por exemplo. Se recuperarmos a dimensão temporal e adicionarmos uma quinta dimensão, a descrição real torna-se difícil de comprovar. Se um ser de um mundo plano poderia prever a terceira dimensão, talvez possamos prever a quinta. Por outro lado, determinar onze dimensões revela ser um desafio cosmológico. Toda esta relatividade ganha destaque após as contribuições de Einstein e deixa a dúvida da compreensão humana. Se por um lado, todas dimensões parecem fundamentais para uma teoria de tudo, talvez elas só sirvam como conhecimento auxiliar humano do Universo que a própria realidade desconhece.

Actualmente, a teoria das supercordas, nascida na Itália, tanta explicar tudo através de equações que aproximam o comportamento do mundo subatómico ao comportamento vibracional de cordas. Quanto mais de avança, maiores são os mistérios e as dimensões do conhecimento ambicionadas parecem se tornar cada vez mais impossíveis de serem realizadas.

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